Qual o impacto da LGPD e dos dados sensíveis no e-commerce?

Por muito tempo, a internet foi uma terra sem lei. Não havia regulamentações bem definidas sobre o uso de dados dos usuários: qualquer empresa podia coletar informações sem limites e usá-las como bem entender — mas essa realidade mudou.

Após grandes escândalos envolvendo dados críticos de milhões de pessoas, leis foram criadas no mundo todo para proteger os usuários. Conheça, a seguir, tudo sobre a nova LGPD e os dados sensíveis na internet. Vamos lá?

O que são dados sensíveis?

Dados sensíveis são informações pessoais que podem comprometer ou influenciar uma pessoa. Alguns exemplos são dados que revelam:

  • a origem racial ou étnica;
  • convicções filosóficas ou religiosas;
  • opiniões e preferências políticas;
  • a filiação sindical;
  • questões genéticas;
  • a saúde ou a vida sexual de uma pessoa.

No caso de menores de idade, a lei é ainda mais rígida — exigindo o consentimento inequívoco dos pais ou responsáveis sobre qualquer coleta de informações. 

O que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) foi criada em 2018 e está em vigência desde 2020. Ela é válida para empresas nacionais ou internacionais com atividade no Brasil, e garante uma série de direitos e garantias ao cidadão.

Uma das principais regras da LGPD é o consentimento. O usuário deve estar ciente de todas as informações coletadas pela empresa, e como elas serão usadas. Ele também tem o direito de solicitar a exclusão ou revisão dos dados em qualquer momento.

Outro ponto é a transparência por parte da empresa. A companhia deve alertar o público em caso de vazamentos e ataques virtuais — sendo responsável se houver falhas na segurança.

Esse cuidado com os dados de clientes vai além das redes sociais: qualquer empresa com operação na internet deve seguir as normas. Para o comércio eletrônico, as informações sigilosas mais comuns são:

  • CPF;
  • endereço do cliente;
  • dados do cartão de crédito;
  • senhas de acesso;
  • e-mail.

O acesso (e-mail e senha) a um site de compras pode parecer inofensivo. Porém, muitas pessoas utilizam o mesmo login para acessar outros sites — o que coloca em risco aplicativos bancários, provedores de e-mail, serviços de assinatura etc. O problema será ainda maior se o cartão de crédito do usuário estiver cadastrado na loja.

Como se preparar para a LGPD?

A melhor forma de evitar problemas é utilizando plataformas de venda confiáveis. Os grandes marketplaces (Mercado Livre, Amazon, Magalu e outros) são as opções mais práticas para atender todas as exigências da LGPD. Conheça abaixo outros benefícios:

  • tráfego intenso: com grandes orçamentos de marketing, os marketplaces recebem os mais variados perfis de compradores;
  • plataforma pronta: todos os serviços necessários já estão disponíveis para os lojistas — pagamentos, emissão de NF-e, frete, gestão de pedidos e muito mais;
  • confiança imediata: os consumidores confiam na segurança do sistema, por isso, mesmo sendo um vendedor novo, é possível realizar vendas;
  • frete mais barato: tendo grandes contratos com transportadoras, os marketplaces podem oferecer um frete mais barato para seus clientes e parceiros.

Agora que você já conhece a importância da LGPD e dos dados sensíveis, não deixe de analisar sua loja virtual. Verifique se todos os padrões de segurança estão em vigor, e se os dados mais críticos dos clientes estão devidamente protegidos.

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