e-commerce x marketplace

Saiba o que é melhor: vender em marketplace ou e-commerce!

Se você busca uma maneira de obter visibilidade no comércio online, provavelmente sabe que terá que escolher entre marketplace e e-commerce. As duas alternativas oferecem vantagens e desvantagens aos empresários, por isso, é preciso avaliar com cuidado qual a opção mais adequada para o momento.

Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre gestão de e-commerce e marketplace, bem como as diferenças entre eles. Para aumentar sua presença no virtual e vender mais, não deixe de conferir os tópicos a seguir!

O que é e-commerce?

Vamos começar com a definição de o que é um e-commerce. Basicamente, é uma adaptação de uma loja física para o mundo virtual, com todas as características que um site da internet precisa ter a fim de sobreviver.

Nesse ambiente online, os lojistas precisam se preocupar em atrair tráfego, mas também em reforçar a segurança dos dados, por exemplo.

Panorama do comércio eletrônico

O comércio eletrônico começou a virar tendência em meados da década de 1990 e só explodiu no Brasil uma década depois. É uma estratégia que soluciona bem uma das principais necessidades do usuário atualmente: a mobilidade.

Os clientes querem mais praticidade para efetuar suas compras e fazer isso em qualquer lugar ou hora, sem precisar arcar com custos extra. Por essa razão, nesse novo modelo, podem procurar produtos no smartphone e realizar transações no aparelho, de forma rápida e segura.

A gestão do e-commerce

A gestão do e-commerce deve se preocupar com alguns fatores importantes, como facilidade de uso e posicionamento nos buscadores, afinal, o lucro depende diretamente disso.

Assim como a forma convencional de vender, é fundamental controlar bem o estoque, ter uma visão ampla de todos os itens ofertados e gerenciamento de tudo o que e sai do ambiente virtual.

Além disso, as estratégias de divulgação são essenciais para alcançar acessos qualificados, que realmente se tornarão lucrativos. A vantagem desse tipo de loja é a possibilidade de mensurar tudo, de uma maneira fácil.

É possível acompanhar o número de visitantes, o total de pessoas que adquiriram algum produto, como outras métricas sobre a experiência de uso. Assim, a empresa trabalha em busca de evolução e correção dos pontos falhos.

Cadastro de produtos e responsividade

É importante focar em um bom cadastro dos produtos, com descrições relevantes para o esclarecimento e a conquista de consumidores. Da mesma forma, a responsividade, isto é, a adaptação do site aos diferentes tipos de dispositivo, deve ser uma prioridade.

Nessa abordagem, o gestor tem ferramentas suficientes para personalizar o acesso e segmentar os itens, o que facilita a vida dos compradores e é fundamental para fidelizá-los.

Em suma, o e-commerce é um modelo flexível, que permite várias oportunidades de exploração a fim de tornar um negócio conhecido no mundo da internet.

O que é marketplace?

Já o Marketplace é um conceito mais amplo, que compreende algumas características de um e-commerce comum, mas com uma diferença principal: várias empresas disputam um lugar no mesmo site.

Ou seja, funciona como um shopping center, em que diversas pequenas corporações cadastram seus produtos e dependem de uma plataforma virtual.

Nesse modelo, também é importante ter organização, mas o lojista já conta com algumas vantagens que o destacam. Para tanto, é necessário saber quem é o público, os termos que eles utilizam para buscar as soluções que precisam e como as descrições podem alcançar essas pessoas.

Devido ao apoio de companhias parceiras, que oferecem o serviço de integração, o trabalho é menos custoso e desgastante para o gestor. A experiência profissional da empresa contribui para o sucesso da estratégia.

É uma opção que está ficando cada vez mais comum no Brasil, contrapondo-se ao e-commerce tradicional. Os consumidores estão recebendo bem a ideia, especialmente porque representa mais opções de compra em um mesmo local. Muitas vezes, com maior possibilidade de resolver seus problemas.

E-commerce x Marketplace: qual a diferença?

Neste tópico, veremos as diferenças entre marketplace e loja virtual, bem como a relação entre esses conceitos. Alguns fatores são semelhantes, mas é importante se atentar para as especificidades de cada um.

Divulgação

Esse é um fator-chave que separa os modelos. No marketplace, essa função é majoritariamente exercida pela plataforma principal, já que geralmente são grandes empresas com estratégias de marketing bem definidas. Assim, o conhecimento de uma equipe especializada para divulgação em massa é um diferencial dessa abordagem.

Ou seja, optar por esse estilo de venda online é vantajoso por conta da visibilidade digital que ele proporciona, de maneira rápida e prática. Por outro lado, existe o fato de que os acessos não são totalmente qualificados e boa parte dos clientes que têm acesso aos produtos não são o público ideal.

No e-commerce, a divulgação é exclusividade da equipe interna da companhia, que precisa de um profissional especializado para lidar com essa questão. Ademais, caso seja iniciante, a loja virtual terá que começar com paciência para alcançar resultados.

A vantagem é que, com as ferramentas corretas, as empresas poderão segmentar os produtos e conquistar o público exato que já visita seu estabelecimento físico. Ou seja, gera menos acessos e contatos, mas com pessoas realmente preocupadas com o que a organização tem a oferecer.

Custos

Quanto aos custos, o investimento inicial é bem menor no marketplace, já que o processo é bem simples e envolve, basicamente, o gerenciamento do estoque e o cadastro.

O e-commerce precisa de um planejamento detalhado e de gastos mais complexos, envolvendo uma série de fatores como logística e mão-de-obra.

Entretanto, vale pontuar que o retorno é muito maior em uma loja virtual própria, já que o lucro retido pelo gestor é controlado por ele. No marketplace, tudo depende da forma como a companhia decide repassar os ganhos.

Pagamento

Enquanto no e-commerce, as opções de pagamento ficam a cargo das equipes internas do setor financeiro, a outra opção é conhecida por disponibilizar várias alternativas justamente porque abarca diversos públicos.

Isto é, de maneira terceirizada, sem esforço das empresas integradas, que ficam livres para direcionar suas preocupações para outros pontos.

Em alguns shoppings virtuais, as transações são finalizadas no próprio site, o que é importante para a experiência do usuário. Já em outros, o acesso é direcionado à loja virtual que estiver vendendo.

Risco financeiro

Esse é um ponto importante. Os marketplaces são empresas gigantes no mercado e, por isso, apresentam mecanismos robustos de segurança para evitar fraudes e falhas nesse quesito.

Eles se preocupam bastante, por exemplo, com a reputação de cada vendedor  e suas regras são bem restritas a fim de evitar inconvenientes. Ou seja, a proteção é responsabilidade deles.

No e-commerce, a segurança é mais uma obrigação da gestão interna. É preciso seguir as boas práticas, implementar planos de contingência ou políticas para evitar brechas e guardar os dados dos clientes.

Concorrência

A concorrência é maior no marketplace, já que a pequena loja vai competir com diversos outros nomes do mesmo segmento pelo mesmo espaço e pelos mesmos visitantes.

Ademais, existe concorrência com outras companhias de serviços diferentes, que podem disputar o interesse e atenção das pessoas que acessam.

No e-commerce, a empresa precisará se destacar nos buscadores. Uma vez que conseguiu o acesso das pessoas, deverá investir em estratégias para que eles não saiam. Com as práticas certas, é possível alcançar um bom diferencial competitivo.

Fidelidade

No marketplace, a fidelidade dos clientes é garantida, visto que eles confiam no nome principal da plataforma, na marca e no conforto que ela representa. Ou seja, existe um contingente maior de consumidores leais.

Contudo, caso queira aumentar esse número, a empresa hospedada não terá tantas possibilidades em mãos, pois a abordagem de divulgação e marketing é responsabilidade da companhia que provê o espaço virtual.

Na sua própria loja online, as marcas podem investir melhor em ideias próprias para fidelizar os compradores e oferecer um valor especial e único, com ofertas e promoções especiais quando necessário.

Além disso, é possível investir em personalização da experiência do usuário, de aspectos da estruturação do site a questões de frete.

O e-commerce viabiliza abordagens especiais para construção de relacionamento com o cliente e fortalecimento da marca.

Os métodos usados são definidos com base nesse objetivo: promover uma loja em específico e destacar das outras, buscando a confiança das pessoas naquele nome.

O maior controle permite mais alcance e customização ilimitada, que ajuda a explorar muitas possibilidades. No entanto, não há garantia de que essas estratégias funcionarão e o estudo das probabilidades de sucesso fica a cargo da própria equipe interna.

No marketplace, a fidelidade é assegurada por conta da experiência da própria loja que oferece o espaço.

Terceirização

A própria ideia do marketplace é uma terceirização de atividades principais: a gestão da estrutura, do marketing, questões de pagamento, atualizações, manutenção, etc.

O modelo funciona bem sobre esse fundamento e realmente agrega benefícios para as corporações por não precisarem de uma equipe extensa que cuide de tudo.

O e-commerce pode até permitir terceirização de certas funções, mas a responsabilidade é muito maior sobre a própria organização. Por isso, ela precisará investir mais tempo e dinheiro no modelo para que ele funcione.

O que é o método MILCR e como ele pode te ajudar?

Neste tópico, vamos explorar o conceito MILCR e como ele pode ajudar a escolher o melhor modelo de vendas no momento atual. Esse método é um acrônimo que se divide em: marca, infraestrutura, lucratividade, captação de clientes e relacionamento + recorrência.

A partir desses pontos, que funcionam como métricas, o lojista deve analisar o que é mais relevante na etapa em que sua empresa está. Isso renderá um peso para cada fator.

Depois, é preciso entender qual modelo de vendas favorece qual fator e o que renderá uma nota para eles. A soma de tudo dá o resultado matemático que indica o que é mais vantajoso.

Por exemplo, uma empresa iniciante precisa de captação de clientes mais do que uma loja profissional estabelecida. No seu estudo, o “C” terá um peso maior. A organização maior, por sua vez, necessita de mais desenvolvimento de marca.

Então, a análise deverá considerar os dois modelos: marketplace e e-commerce. Qual deles possibilita um melhor desenvolvimento de marca? Essa alternativa ganha uma nota alta. A partir das respostas, o cálculo é realizado.

É importante pontuar que todos os pontos são relevantes em algum grau para empresas que vendem online, mas um deles deve ser o essencial (peso 3) e os outros devem seguir em um nível relativo de importância.

No máximo 2 dos fatores devem receber o peso 2. Os outros que sobram são peso 1. Uma análise cuidadosa vai revelar exatamente o que o gestor precisa saber.

Marca

Esse princípio diz respeito ao crescimento da credibilidade da marca e a confiança dos clientes em um nome e uma maneira de trabalhar que oferece um valor único para solucionar seus problemas.

O foco é tornar a companhia conhecida e conquistar um bom posicionamento no mercado. No método, avalia qual alternativa vai ajudar no desenvolvimento da organização nesse sentido.

Infraestrutura

Nesse ponto constam as questões de manutenção do site, do financeiro, logística e outras responsabilidades operacionais.

É preciso avaliar a importância desse aspecto para a companhia, se é necessário encontrar uma opção terceirizada ou se existe a possibilidade de arcar com esses custos.

Uma empresa em um estágio inicial que opta por seu próprio e-commerce terá que investir mais em menos tempo para desenvolver uma estrutura satisfatória. Portanto, o gasto é mais alto e o fator é relevante para o contexto.

Lucratividade

A lucratividade é intuitiva: trata-se do quanto a administração consegue faturar, a margem de lucro mensal. Isso passa pela análise de quantas vendas serão possíveis em cada modelo comercial e se um número maior é realmente essencial nessa fase da companhia.

Evidentemente, se a companhia precisar gastar menos com custos operacionais, vai lucrar mais. Essa questão envolve o valor líquido, que sobra para o caixa da organização depois de todas as obrigações.

Captação de clientes

Esse fator está associado com a necessidade de atrair mais pessoas, em um momento de crescimento, por exemplo. A gestão deve analisar a relevância desse ponto e avaliar o quanto isso será possível em cada opção de comércio online. Ou seja, em cada um deles, quantos compradores é possível alcançar?

Relacionamento + recorrência

Esse ponto é quase um complemento ao anterior e se refere ao relacionamento da marca com os clientes e à capacidade de mantê-los sempre comprando.

Mede o grau de facilidade de implementação das estratégias de marketing e de personalização da experiência e do contato com os consumidores.

Em quais casos o e-commerce é uma boa opção?

Diante dos benefícios e malefícios apresentados, é importante saber exatamente quando cada opção é vantajosa. Para isso, é interessante analisar as especificidades de cada cenário.

Geralmente, quando a loja está madura no mundo virtual e já aprendeu os princípios básicos de como lidar com os consumidores online, é a hora de pensar no e-commerce.

É o caso de muitas companhias que começam com marketplaces, mas buscam algo mais profundo e com maior liberdade com o tempo.

Lucro

O e-commerce é interessante para quem procura mais lucratividade, por conta de um histórico de negócios problemáticos e de balanço apertado. É evidente que todos querem um índice maior de lucro, mas algumas empresas precisam disso com urgência para a sobrevivência.

Se esse é o seu caso, ter uma loja virtual própria pode ser a solução. Mesmo com todos os investimentos necessários, o retorno compensa bastante e é atrativo a curto e longo prazo.

Equipe forte

Também é adequado em casos de companhias mais profissionais, com uma equipe interna forte que é capaz de oferecer suporte para a infraestrutura, tanto a parte da tecnologia, quanto a logística. Visto que a organização pode manter esses custos, é fundamental buscar o lucro associado.

Fortalecimento da marca e relacionamento

Geralmente, as lojas virtuais próprias são uma boa opção para quem busca fortalecer sua marca, trabalhar um valor único, uma abordagem específica que satisfaça e fidelize os clientes.

Também é possível investir em estratégias de relacionamento mais complexas e próprias, sem se prender a regras externas. Além disso, ações de integração com as lojas físicas poderão ser implementadas para gerar uma experiência completa para o público.

Produtos de nicho

Se a corporação vende um produto de nicho, muito específico e difícil de apresentar de maneira isolada, o e-commerce é uma alternativa efetiva.

A empresa vai ter a oportunidade e a liberdade de apresentar o que oferece de maneira ampla e irrestrita em seu próprio site, com outras abordagens para solucionar as dúvidas dos visitantes.

Isso é baseado na ideia de que os clientes precisam de um conteúdo mais aprofundado se vão comprar algo incomum.

Ademais, quanto mais específico é um produto, melhor deve ser a segmentação para atrair as pessoas exatas. As campanhas de marketing devem ser fortes e direcionadas.

Quando o marketplace será melhor empregado?

A seguir, apresentaremos alguns pontos que indicam quando essa é a melhor opção.

Terceirização

Se a empresa está começando e quer atrair consumidores de maneira instantânea, o marketplace é a opção mais adequada.

Os grandes sites de venda são acessados por milhares de pessoas, que procuram por produtos diversos para solucionar seus problemas, o que é uma grande oportunidade para lojas iniciantes.

Ademais, a comunicação é gerenciada pelo integrador de marketplaces, o que libera o gestor de mais uma função.

Por conta da terceirização, essa alternativa é indicada para quem não tem uma equipe pronta para suprir as demandas operacionais necessárias, nem para oferecer os mecanismos de segurança.

Se procura por poucas atribuições e geração de lucro rápido, o lojista precisa conhecer essa solução.

Itens comuns

É ideal para quem oferece itens consolidados e comuns, como eletrônicos que as pessoas compram com muita frequência sem precisar passar por uma longa jornada de convencimento.

A ideia do marketplace é oferecer uma experiência de compra rápida e prática, com diversas opções para o usuário. Por isso, o relacionamento não é uma prioridade.

Abrangência nacional

Para os empresários que procuram por uma abrangência nacional, maior do que estão acostumados, o marketplace também é uma opção atraente.

Geralmente, é difícil conseguir acessos tão bem distribuídos ao longo de diversas regiões, mas as grandes plataformas de vendas, uma vez que já são consolidadas, oferecem essa facilidade.

Segurança

Da mesma forma, essa alternativa ajuda bastante se a segurança é prioridade, mas a loja não é capaz de prover com sua própria equipe interna.

Essa característica gera visitantes fiéis que já confiam no site e só se importaram em realizar a compra, diferente do que aconteceria caso se deparassem com um endereço novo.

Qual a melhor opção?

Afinal, existe mesmo objetivamente uma melhor opção? A resposta é não. Tudo vai depender do tipo de negócio e das necessidades específicas de cada empresa.

Como vimos no artigo, necessidades direcionadas para certos pontos, levam a concluir que uma alternativa é melhor. Mas a vida real é muito complexa e requer uma análise ainda mais detalhada do estado das companhias antes de escolher por qual caminho seguir.

Em alguns casos, muitos recomendam investir nos dois, ou seja, adquirir um espaço próprio para focar no relacionamento e gerar mais lucro, mas conseguir visibilidade no marketplace.

É uma estratégia inteligente, mas precisa de mais atenção e de uma equipe consolidada, o que nem sempre é possível ter.

Por essa razão, a gestão deve ter em mente as possibilidades e as limitações para compreender como o negócio vai reagir e como os processos internos serão afetados. Também é preciso saber bem o quanto será possível investir. Por isso, um bom planejamento financeiro é imprescindível.

Uma vez escolhida a opção, a empresa deve se manter sempre alerta e monitorar os resultados para ajustar o que for preciso e obter melhores índices de lucro.

Com a ajuda das métricas e indicadores relevantes, a administração consegue visualizar o que é importante e acompanhar o andamento das vendas e visitas para melhorar as estratégias.

Neste artigo, comentamos sobre as principais características dos modelos de venda online. Analisamos diversos critérios relevantes para lojistas e buscamos entender qual a é a opção mais adequada em cada cenário.

O método MILCR ajuda bastante nesse sentido, mas é preciso ter em mente que não existem soluções simples e que o conhecimento da empresa e do contexto de mercado a que ela pertence é fundamental, antes de tomar qualquer decisão.

Gostou de aprender mais sobre marketplace e e-commerce? Então, nos acompanhe nas redes sociais para saber quando novos conteúdos forem postados. Estamos no Facebook, Twitter e no LinkedIn.

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

1 Comentário

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.